POR QUE OS ESCOLHIDOS SE AFASTAM DA IGREJA? @DrMFrank

A VERDADE QUE NINGUÉM TE CONTA

Há um silêncio profundo ecoando no coração de muitos crentes. Um silêncio carregado de perguntas que raramente encontram espaço para serem feitas em voz alta. Um desconforto espiritual que cresce à medida que homens e mulheres sinceros, famintos por Deus, percebem uma contradição perturbadora: quanto mais buscam intimidade com o Pai, mais distantes parecem ficar das estruturas religiosas que deveriam conduzi-los até Ele.

Por que aqueles que demonstram uma fé genuína, intensa e viva acabam se afastando dos templos, dos sistemas e das organizações religiosas? Por que justamente os que mais amam a verdade parecem não se encaixar nos moldes da religiosidade contemporânea?

Se você já sentiu esse conflito interior — essa tensão entre sua fome espiritual e a realidade encontrada dentro das quatro paredes de uma instituição — este artigo é para você.

Nem tudo que parece luz vem do céu

As Escrituras nos alertam de forma clara e contundente:

“E não é de admirar, porque o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz.”
(2 Coríntios 11:14)

Isso significa que nem tudo o que carrega aparência sagrada tem origem divina. Nem toda linguagem religiosa procede do trono de Deus. E é justamente nesse ponto que começa o despertar dos eleitos — um despertar doloroso, mas necessário.

Quando os olhos espirituais se abrem, nasce o discernimento entre tradição humana e verdade divina, entre religião institucionalizada e relacionamento vivo com o Pai.

Adoração além das paredes

No Evangelho de João, Jesus declara algo revolucionário para sua época — e ainda escandaloso para muitos hoje:

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade.”
(João 4:23)

Observe atentamente:
Jesus não menciona prédios, não fala de hierarquias, não aponta para instituições. Ele fala de espírito. Ele fala de verdade. Ele fala de uma adoração que transcende qualquer estrutura organizacional.

Os eleitos começam a perceber que o Pai não procura frequentadores de templos, mas adoradores autênticos.

Quanto mais Bíblia, mais discernimento

À medida que os escolhidos se aprofundam nas Escrituras e passam mais tempo em intimidade com o Espírito Santo, algo inquietante acontece:
a distância entre o que Jesus ensinou e o que muitas igrejas praticam torna-se evidente.

Não se trata de rebeldia nem de amargura. Trata-se de discernimento espiritual.
A Palavra viva começa a iluminar as sombras da religiosidade morta.

Jesus passou a maior parte do seu ministério fora das sinagogas. Caminhou pelas estradas, sentou-se à mesa de pecadores, tocou marginalizados e confrontou duramente os líderes religiosos — não os pecadores públicos.

Por quê?
Porque haviam transformado a fé viva em um sistema de controle, e a graça em um fardo.

O véu foi rasgado

No momento da morte de Cristo, algo de significado eterno aconteceu:

“E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de cima a baixo.”
(Mateus 27:51)

Não foi um gesto humano. Foi uma ação divina.

O acesso ao Pai foi aberto sem intermediários, sem hierarquias, sem credenciais religiosas.
Todos agora podem se aproximar do trono da graça com confiança (Hebreus 4:16).

Os eleitos compreendem isso profundamente. E essa compreensão não gera orgulho — gera responsabilidade espiritual.

Sacerdócio universal: todos chamados, todos responsáveis

“Vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa.”
(1 Pedro 2:9)

Na nova aliança, não existe uma elite espiritual.
Todos os que nasceram de novo têm acesso, autoridade espiritual e responsabilidade diante de Deus.

Mas o sistema religioso muitas vezes contradiz isso, criando dependência, medo e infantilização espiritual. Quando os eleitos começam a questionar isso à luz das Escrituras, frequentemente são rotulados como rebeldes.

A história mostra que todo verdadeiro reformador foi primeiro rejeitado.

Comunhão não é frequência

Afastar-se de estruturas religiosas problemáticas não significa rejeitar a comunhão.
Significa rejeitar a comunhão falsa.

A verdadeira comunhão pode acontecer em lares, com dois ou três reunidos em simplicidade, com corações e Bíblias abertos.

“Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.”
(Mateus 18:20)

Os eleitos estão redescobrindo essa verdade libertadora.
Casas se tornam santuários. Mesas se tornam altares. A vida cotidiana se torna ministério.

Autoridade verdadeira vem da intimidade

Os apóstolos não tinham diplomas. Tinham presença com Cristo.

“Reconheceram que haviam estado com Jesus.”
(Atos 4:13)

A verdadeira autoridade espiritual flui da intimidade com o Mestre, não de títulos.
O Espírito sopra onde quer.

Quando o evangelho basta

O evangelho não precisa de sistemas para ser poderoso.

“O evangelho é o poder de Deus para a salvação.”
(Romanos 1:16)

Os eleitos entendem que podem viver e anunciar o Reino onde estão — no trabalho, na vizinhança, nas relações cotidianas.

A igreja primitiva cresceu sem templos, sem orçamentos, sem marketing.
Tinha o Espírito Santo, a Palavra e amor genuíno.

Nem todo afastamento é saudável

É preciso discernimento.
Nem todo afastamento nasce do Espírito. Alguns nascem da dor, do orgulho ou da amargura.

Os eleitos não se afastam para isolamento arrogante, mas para dependência mais profunda de Cristo.

Existe a solidão do rebelde — e existe a solidão do profeta.

A igreja não é um lugar — é um povo

A maior mudança que os eleitos estão vivendo é esta:
a igreja não é para onde você vai, é quem você é.

“Vós sois o templo do Espírito Santo.”
(1 Coríntios 6:19)

Onde você está, o Reino está.
Você é um embaixador de Cristo (2 Coríntios 5:20).

Um chamado profético para este tempo

Ao longo da história, Deus sempre chamou um remanescente para fora de sistemas corrompidos.
Não para destruir, mas para preservar a verdade.

Os eleitos não buscam visibilidade. São conhecidos no céu.
Estão firmes na fé entregue aos santos (Judas 1:3).

Uma palavra final aos escolhidos

Se você se reconhece neste caminho, ouça com clareza:

Você não está louco.
Você não está em rebelião.
Você não está sozinho.

Você está ouvindo a voz do Bom Pastor.

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz.”
(João 10:4)

O caminho pode ser solitário. O preço pode ser alto.
Mas a graça é suficiente.

O que Deus começou em você, Ele completará.

“Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito.”
(Zacarias 4:6)

Que você caminhe na liberdade com que Cristo o libertou.
Amém.

Baseado na mensagem de John Piper
@DrMFrank

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