Qual é o Grande Desastre Evangélico? @DrMFrank

Minha Análise à Luz de Francis Schaeffer

Introdução

O filósofo e teólogo cristão Francis Schaeffer publicou, em 1984, seu último livro denunciando os principais problemas dentro da igreja evangélica de sua época — um alerta que permanece extremamente atual no contexto do século XXI. Schaeffer chamou esse problema de o grande desastre evangélico: a acomodação ao espírito do mundo.

O objetivo deste artigo é explicar o que Schaeffer quis dizer, analisar os fatores históricos que levaram à crise e responder a perguntas centrais sobre como a igreja contemporânea pode entender e enfrentar essa realidade.

Quem foi Francis Schaeffer?

Francis August Schaeffer (1912–1984) foi um teólogo, filósofo e pastor protestante norte-americano, conhecido por sua crítica cultural e pelo esforço em integrar fé cristã com análise intelectual do mundo moderno. Ele fundou o L’Abri Fellowship, um centro de estudo cristão que influenciou muitos pensadores evangélicos contemporâneos.

📌 Referência biográfica:

O que Schaeffer chamou de “Grande Desastre Evangélico”?

Pergunta: O que significa “Grande Desastre Evangélico”?

📌 Resposta:
Schaeffer identificou que grande parte do pensamento evangélico havia começado a se acomodar às ideias culturais predominantes, abandonando o cristianismo histórico. Essa acomodação envolvia, especialmente, aceitação cultural em áreas como:

  • autoridade bíblica;

  • valor da vida humana;

  • casamento, gênero e sexualidade;

  • relacionamento entre fé e cultura.

Ele observou que muitos líderes evangélicos haviam deixado de defender posições claramente bíblicas, permitindo que tendências seculares moldassem a visão de mundo da igreja.

  •  
  • Por que houve acomodação?

    Pergunta: Como Schaeffer explica a origem desse desastre?

    📌 Resposta:
    Schaeffer aponta dois fatores principais:

    1. Explosão tecnológica, que acelerou a disseminação de novas ideias.

    2. Desintegração moral, impulsionada por uma revolução cultural que rejeitava valores absolutos.

    Segundo ele, a chamada “revolução sexual” não só desafiou normas tradicionais, como substituiu o conceito de verdade objetiva por uma visão de moralidade relativista — onde cada pessoa define sua própria realidade.

    Isso levou ao que ele chamou de rebelião deliberada contra Deus e sua lei, onde:

    • a busca por liberdade transformou-se em libertinagem;

    • a moralidade objetiva foi substituída por relativismo;

    • a Bíblia deixou de ser vista como autoridade final.

  • Contexto histórico: antes e depois de 1920

    Pergunta: Como era o mundo antes de 1920?

    📌 Resposta:
    Schaeffer destaca que antes de 1920 existia um “consenso cristão” — uma base comum de crenças fundamentais que orientava:

    • a moralidade individual;

    • a educação;

    • a lei e o governo;

    • a cultura.

    As pessoas, mesmo fora da fé cristã, reconheciam verdades fundamentais como:

    • existência de Deus;

    • autoridade moral;

    • valor da vida humana;

    • verdade objetiva.

    Esse consenso era um legado da Reforma Protestante, que moldou não apenas a igreja, mas a cultura ocidental como um todo.

    📌 Referência histórica sobre Reforma:

  • O que aconteceu depois?

    Pergunta: Por que o consenso cristão foi abandonado?

    📌 Resposta:
    Schaeffer observa que, a partir de 1920, o mundo começou a valorizar:

    • autonomia humana;

    • subjetivismo moral;

    • relativismo cultural.

    Isso levou à ideia de que “tudo é permitido” — e a verdade passou a ser vista como algo maleável em vez de objetiva. O efeito foi a substituição do consenso cristão por um novo consenso iluminista, que coloca o homem no centro.

  • O impacto dessa mudança

    Pergunta: Quais foram as consequências para a igreja e a sociedade?

    📌 Resposta:
    Entre os efeitos destacados por Schaeffer estão:

    • aceitação do aborto como “direito” em vez de valor da vida;

    • restrições à liberdade de expressão religiosa;

    • promoção cultural de práticas contrárias à moral bíblica;

    • erosão da autoridade das Escrituras.

    Ele acreditava que a igreja evangélica se tornou complacente, muitas vezes evitando confrontar diretamente o relativismo cultural por medo de parecer “intolerante”.

  • O papel da igreja segundo Schaeffer

    Pergunta: Como os cristãos devem responder a esse desastre?

    📌 Resposta:
    Schaeffer defende que os cristãos precisam:

    1. Reconhecer a existência de uma batalha espiritual e cultural entre visões opostas de verdade.

    2. Defender a verdade bíblica com clareza e amor, sem comprometer princípios.

    3. Confrontar ideias culturais que contradizem a revelação de Deus.

    4. Valorizar a autoridade da Bíblia em todas as áreas da vida (ciência, moralidade, cultura).

    Ele enfatiza que verdade sem amor é árida, mas amor sem verdade é vazio — ambos devem andar juntos.

    📌 Citação de Schaeffer:

    “Se a verdade da fé cristã é de fato uma verdade, então é antitética às ideias e à moralidade de nossa era e deve ser praticada tanto no ensino quanto nas ações.”

  • O que Schaeffer quer dizer com “acomodação”?

    Pergunta: Qual é o cerne da acusação de Schaeffer?

    📌 Resposta:
    Segundo ele, a acomodação é a principal causa da fraqueza da igreja. Acomodar-se ao mundo significa:

    • diluir a autoridade bíblica;

    • adaptar-se às normas culturais;

    • evitar confrontos com ideias contrárias à fé;

    • perder a coragem de declarar verdades fundamentais.

    O resultado é que a igreja perde poder para confrontar e transformar a cultura, permitindo que a decadência moral avance.

  • Uma reação contemporânea

    Schaeffer não defende um cristianismo isolado ou escapista, mas um cristianismo engajado e bíblico, que entende os principais desafios culturais de hoje.

    Ele encoraja os cristãos a:

    • amar a Deus com sinceridade;

    • amar o próximo cuidando de sua necessidade espiritual e material;

    • defender a vida humana em todas as suas fases;

    • responder com convicção e respeito às questões culturais.

  • Conclusão

    O grande desastre evangélico, segundo Francis Schaeffer, não é uma ameaça externa, mas uma crise interna de acomodação ao espírito do mundo. Essa acomodação enfraquece a igreja e impõe à cultura uma narrativa que rejeita verdades fundamentais da fé cristã.

    Entender essa análise é essencial para que a igreja do século XXI:

    • recupere sua confiança na autoridade da Bíblia;

    • desenvolva uma cultura firme, amorosa e transformadora;

    • responda com clareza e compromisso aos desafios éticos e morais.

  • @DrMFrank

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